"Era uma vez um clube, que se mudou para mais de 95km de distância do seu local original, deixando todos os seus sócios, adeptos e simpatizantes “por terra”.
Voltemos atrás no tempo, ao ano de 1988, glorioso para o pequeno Wimbledon F.C., equipa da zona sudoeste de Londres, Reino Unido. A equipa ganhou a prestigiada Taça de Inglaterra (FA Cup) batendo o todo-poderoso Liverpool na final que ficou conhecida como a maior surpresa na competição em toda a sua história.
Seria de esperar que muito mais estivesse para vir, mas não poderíamos estar mais enganados: o que parecia o início de um novo conto-de-fadas tornou-se num pesadelo. Na época seguinte, a Carlsberg, empresa que patrocinava na altura a equipa, cortou todos os apoios. A equipa aguentou-se por mais uns anos no principal escalão de futebol de Inglaterra (a Premier League), mas o pior estava para vir.
Nos inícios dos anos noventa, um milionário norueguês comprou o clube, e gastou cera de 70 milhões de euros, em reforços para a equipa, na esperança de elevar o nome da equipa Europa fora. No início corria tudo na normalidade, foi então que surgiu algo inesperado: o dono do clube queria mudar de cidade, e até do país como um novo destino, Dublin na Irlanda.
Os sucessivos problemas financeiros que vieram a surgir, tiveram consequências desportivas, com a descida do clube em várias divisões, levou a que os planos não se concretizassem. No entanto a mudança foi mesmo efectuada mas com um novo destino: a cidade de Milton Keynes, a cerca de 95km do norte de Londres.
Movidos pela paixão, pelo amor à camisola, e não ao dinheiro, em 2004 os adeptos do antigo Wimbledon F.C. fundaram o novo AFC Wimbledon , começando uma nova história, a partir do zero. Hoje em dia joga nas ligas amadoras regionais. O novo Milton Keynes Dons F.C. jogo na League One terceiro escalão do futebol inglês.
Neste video, com a duração de cerca de 10m e em inglês, mostra-nos a história da deslocação da equipa vista pelos seus fiéis adeptos, e o último jogo antes da mudança para Milton Keynes.
“Wimbledon was no longer a club, it was a franchise business that could be moved to a bigger town, with potential more supporters”
Gostei muito desta reportagem, faz lembrar o modelo seguido nos estados-unidos, onde as equipas não passam de franchising.
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